quinta-feira, 24 de março de 2011

Fase branca, fase turva

Mudei a cara do blog umas quinhentas vezes e continuo achando que falta alguma coisa.
Sinto que estou numa fase branca. Talvez chegar aos quarenta me trouxe mais serenidade, mais tolerancia, mais calma.  Escrever sempre foi um prazer, uma forma de expressar sentimentos que correm nas veias e que saem pelos poros.
Sou tantas pessoas dentro de uma, que às vezes não sei quem está no controle.
Quando leio o blog da Camila, sinto a força das palavras dela, pulsando de verdades, me instigando a fazer o mesmo. Já disse que se eu falasse tudo que me vem à cabeça, seria no minimo linchada ou queimada na fogueira.
Comecei a escrever aos 8 anos, minha primeira poesia falava de uma menina que tinha perdido a mãe e da falta que sentia dela. Ao terminar de ler, minha professora chorou e disse não saber que eu era orfã. Eu tenho mãe - disse a ela -  escrevi o que acho que uma criança sente no Dia das Mães.
Acho essas datas uma crueldade. Dia das Mães, Pais, Avós...
Durante a adolescencia escrevia contos, poemas, até musica já fiz. Aliás, um ex-namorado quando ficou sabendo que eu havia escrito uma musica pra uma banda, falou bem pertinho do meu ouvido - numa balada -  "faz uma musica pra mim, tambem?" Nossa, minhas pernas tremeram, eu entrei em choque. Claro que eu ainda gostava dele, ne?
Voltando à Camila, ela tem um jeito cativante de escrever, parece que sou a pele dela, que sinto o que ela sente, que sou eu!
Tenho certeza de que se ela escrevesse um livro, seria um daqueles em que voce não consegue parar de ler, aqueles que voce não quer que acabe nunca.
Eu sou muito seletiva, sabe? Chata mesmo! Odeio erros ortograficos (até parece que nunca erro), acho que o contexto perde o sentido. Tenho vontade de rasgar, gritar, chorar de ódio.
O que ela escreve, leio num piscar de olhos, quase sem respirar.
É assim com a Amanda tambem. Ela fala com essa mesma força.
O Lucas, não. Os textos dele são como uma caricia, mesmo os mais emocionantes.

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