sábado, 5 de novembro de 2011

Bá e Má!



Má! depois de tantas quedas, ficamos com só UMA vida, mas é suficiente, ne?
EU AMO VOCE, com uma ou c(s)em vidas!







Quem não conhece o Roberto, quando me ouvem falando Má! - com ponto de exclamação - perguntam "qual o nome do seu marido?" e eu respondo Roberto, me olham com cara de "Hã? então por que Má!?"
A explicação vem de mil anos atrás; tá, nem tanto, um pouco menos. Quando começamos a namorar, não tinhamos apelidos "fofos": amor; bem; mor; coelhinha; fofinha e afins. Não julgando quem usa, nós não gostavamos, mas tinhamos apelidos. O meu era baixinha (horrivel, ne?) e do Roberto era Rô (creeedo! ainda bem que não é mais).
Um dia, na festa de noivado de amigos, os noivos ficavam se chamando - o tempo todo - de AMOR pra cá, AMOR pra lá. Eles estavam felizes e apaixonados, mas quando o doce tem muito açucar, enjoa. Eu e Rô, decidimos então achar um apelido fofo, mais por sarcasmo - ah! releve, só tinhamos 16 anos.
Comecei a chamar de M´amor, um MEU AMOR disfarçado. E de M´amor, ficou Má! Uma coisa bem simples, não é? Aposto que pensaram que a historia poderia virar roteiro de filme.
Desde então, somos Bá! e Má! com variações para mim: bazita, bazinha, gorda, hira, cheirosa (esse é brega, mas eu gosto, principalmente quando vem com uma fungada na nuca e nos cabelos)e para Beto: mazinho - shikanai (vide tradutor Google).
Nossos apelidos são para nosso uso, uma coisa só nossa, mas as pessoas acham tão diferente que acabam nos chamando de bazinha e mazinho, principalmente minha sogra e minha cunhada.
Talvez com o tempo, seremos lembrados como Bonnie e Clyde, Tristão e Izolda, Guinevere e Lancelot, Arthur e Morgana. Todos tiveram finais trágicos, mas tinham um amor tão intenso e tão de cheio de adversidades que no final, o que importa é o que viveram e não como acabaram. 
Eu e mazinho queremos ficar bem velhinhos juntos, e se possivel quero morrer abraçada a ele, porque ele acaba com todos os meus medos e dores quando me abraça. Me sinto tão pequena e protegida dentro dos braços dele!

Claro que temos problemas e brigamos, sim! 
E temos manias e defeitos. Ele ronca e não me deixa dormir. Fuma tanto que se fosse dono da Marlboro, o lugar iria à falencia em uma semana.
Eu ronco, mas ele não se incomoda e deixo a luz do banheiro acesa. Reclamo de tudo! E sou chorona (não sei se é defeito...).

Resolvi explicar o significado dos nossos apelidos porque tá ficando meio (...) ficar repetindo. Então, se alguem ouvir a gente falando Bá! ou Má!, dá uma olhadinha aqui, ok? Sei que vai ser meio decepcionante, mas fazer o que? Às vezes, as melhores coisas estão nas coisas simples.

Prefiro contar como a gente se conheceu, mas já contei tantas vezes que acho que ninguem aguenta mais ouvir. Mas se quiser saber, terei a maior paciencia e prazer em contar. Esse sim, dá um roteiro e tanto. 

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