segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Meu coração ainda chora!

Fazem dois meses que meus filhotes foram mortos por envenenamento. Eu ainda não me conformei com a morte deles mas não chorava mais.
Depois que vi a atrocidade que uma certa fulana fez com seu cãozinho e que virou noticia nacional, graças a uma denuncia anonima e de um video postado no Youtube, a raiva que não senti no momento em que soube do envenenamento dos meus cachorros, veio duplicada, triplicada, multiplicada! Quando vi o video, fiquei chocada... Após ver novamente, chorei. Chorei pelo cãozinho, chorei pelos meus filhotes (eles já eram adultos, mas para uma mãe, os filhos serão eternas crianças, não é mesmo?). Não sei se Sofia e Nick sentiram a dor que senti (eles eram pais da Sara e do Peto), devem estar sentindo falta dos dois, claro, mas não sei se sentem a dor que  pais sentem ao perder um filho.
Exagero considerar animais de estimação como filhos? Para mim não! Amanda, Lucas, Sofia, Nick, Sara, Peto e Tusha são meus filhos. Lilica também - Lilica é minha coelha de pelucia. Ela foi muito importante na epoca em que cheguei ao Japão pela primeira vez. Amenizou a saudade da Amanda e Lucas. Me fazia companhia e viajou comigo diversas vezes para o Brasil-Japão. Quando Lucas e Amanda vieram nos visitar, Lucas levou Lilica com ele. Ela está em casa, esperando pela minha volta. Sara e Peto não estarão no portão, mas tenho certeza de que eles estão num cantinho do paraíso - se é que existe paraíso - olhando por mim ou correndo pelos campos elíseos atrás de uma borboleta, uma pipa ou uma pomba.
Ontem chorei no chuveiro, lembrando do dia em que os dois fugiram de casa (em dias diferentes) e do momento em que os encontrei. Quando estiver bem velhinha e já caduca, quero ainda poder me lembrar desse dia para contar e recontar essa historia.
Nunca chorei por nenhum ser humano a dor que senti ao perder a Sara e Peto. Eu sofri por muitas perdas, mas a dor e a revolta não foram tão intensas. Chorei e sofri pela agonia que os dois sentiram; pela minha ausencia no momento da despedida; por não estar ao lado deles, segurando suas patinhas e por não poder dizer que tudo ia ficar bem, que eles iam conseguir sobreviver; chorei por eles morrerem pelas mãos de um ser humano insensivel e idiota.
Hoje de manhã, também chorei. Eu sei que um dia, essas lagrimas se transformarão em sorrisos de saudade, mas até lá, me permito chorar e chorar quantas vezes sentir necessidade.


Sara...
Sempre vou me lembrar do seu rebolado e da sua alegria ao comer sua ração. Não vou me esquecer do dia em que encontramos voce, encolhidinha embaixo de uma arvore, com medo e machucada e do seu alivio por levarmos voce de volta pra casa.
Petinho...
Nunca vou me esquecer do dia em que voce colocou seu focinho no meu colo e ficou me olhando, me consolando. Não vou me esquecer do dia em que te achei, de voce correndo atrás de mim e da nossa festa no meio da rua.



4 comentários:

  1. *Aconteceu na Feirinha de adoção de animais em Florianópolis
    Organizadores da Feira contam que ao chegarem na Feirinha,
    *encontraram 12 filhotes abandonados:
    > *8 com aproximadamente 40 dias, amontoados dentro de uma caixa*
    *e, pasmem, 4 filhotes com apenas horas de nascidos
    Ficaram desnorteados, sem saber o que fazer
    Por terem ficado dois finais de semana sem realizar feiras por causa do
    > mau tempo, estavam cheios de filhotes em hospedagens e filhotes tão
    > pequenos ***
    > *precisam mamar de duas em duas horas, inclusive à noite.***
    > *
    **Foi quando perceberam que uma das cadelas que estava para adoção na
    > feira, já "CASTRADA", chorava de dentro da sua jaulinha e parecia aflita
    > olhando para caixinha com filhotes. ***
    > *Afobados com a situação, os organizadores a soltaram para ver o que
    > faria. ***
    > **
    > *Ela se aproximou dos bebês recém-nascidos, deitou perto da caixinha ***
    > *e começou a tomar conta deles!***
    Não deixava mais ninguém se aproximar.
    *Com cuidado, colocaram os bebês perto dela
    *que começou a acariciá-los e tentar oferecer-lhes o seu leite, ainda
    > inexistente.*
    *Este é o verdadeiro sentido da maternidade.
    Passadas algumas horas, com o leite aos poucos chegando,***
    > *a mamãe adotiva já estava inteiramente integrada com seus novos
    > filhotes, ***
    > *dos quais cuida como se os tivesse gerado.***
    Nós a batizamos de **Vida
    Fica, então, a pergunta:
    *Se animais conseguem ser solidários, ***
    > *por que seres humanos agem de forma tão irracional?**
    **"GRITE POR AQUELES QUE NÃO PODEM FALAR... ***
    > *DEFENDA OS ANIMAIS" ***
    * O dia em que nós conseguirmos agir como **os animais, **aí sim,
    > teremos conseguido evoluir para "seres humanos"***

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  2. Que linda historia!
    Somente os animais amam sem pedir nada em troca...
    Encontramos Sofia no cemiterio, junto com seus irmãos. Nós a escolhemos por ser a mais fraca e doente. Queria ter adotado todos, mas não foi possivel...

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  3. Claudia,

    vou te contar uma história verdadeira, algo que nunca publiquei, pois é da minha família e tenho vergonha, mas vamos lá.
    Não citando quem eram, um casal jovem, deviam ter 30 e poucos, década de 60.
    Viviam com seus dois filhos numa casa com quintal e estacionamento.
    Eram de classe média.
    A mãe muito organizada, limpíssima.
    O Pai era daqueles seres bondosos. Não que a mãe não fosse, mas era bem mais fria...
    Bom, o Pai não podia ver um cachorro na rua, já ia logo brincar com ele e o levava para sua casa, onde dava banho, o alimentava e literalmente o adotava.
    A mãe odiava isso, odiava animais.
    Como era dona de casa, não trabalhava fora, não sentia necessidade nenhuma de ter um cachorro para alertar de algo, além do que o bairro que vivam era muito tranquilo.
    Ela odiava o fato de ter que ficar limpando coco e xixi de cachorro pelo quintal...
    Por isso, ela simplesmente dava veneno de rato para o cachorro e já sabe o final...
    Quando o pai chegava, ela dizia que tinha dado o cachorro não sei para quem...
    Durante anos isso aconteceu, até o dia que o Pai descobriu a verdade e nunca mais trouxe outro cachorro.

    Quando eu escutei esta história, da própria mãe, eu me choquei e nunca mais esqueci.
    Ela se defendia, dizendo que os cachorros podiam ter doenças e transmitir para os dois filhos que eram pequenos, que gastava muito em comida e etc...
    Mas, mesmo assim eu não esqueci...
    Não vou julgar, não vou condenar, mas nossa família sempre foi famosa por gostarem de animais, pelo menos alguns...

    Por isso, eu entendo o que você sente.
    Eu tenho três pequenos.
    Quando o Cão ficou paralisado, se você soubesse quantas críticas eu ouvi por pagar um tratamento de 400.000 yenes para ele...
    Ainda mais porque tive que me endividar para isso...
    Tem gente na minha família ou melhor, família da minha mãe, que nunca mais falou comigo.
    Esses seres são puros, inocentes, dependem de nós para tudo.
    E ser pai ou mãe, não é aquele que educa, que cria?!
    Então sim, somos pais, sim eles são nossos filhos!!!
    E no dia que eles partirem, vamos sentir, vamos sofrer, vamos chorar e sim, infelizmente não irá passar de uma hora para outra...
    Bom, não sei se houve nexo no que escrevi, mas desabafei um pouco o que senti quando li seu post...
    Abraxos.

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  4. Pai...

    O mais triste é descobrir que é alguem da nossa propria familia, ne?
    Através de uma denuncia, descobrimos que um primo estava "torturando" um dos meus filhotes, foi uma revolução, porque não queriamos que minha tia soubesse. Ele foi chamado ao forum e tudo ficou encoberto. Minha vontade foi de espalhar a foto dele por todos os postes, mas...
    Quando olhava para o filhote, não acreditava que alguem seria capaz de bater num cachorro tão amoroso! Só tem tamanho, porque é um doce e talvez por isso não tenha conseguido se defender...
    Estou me arriscando contando isso, tudo já acabou, mas... sinto pelos meus tios e acho que eles deveriam saber. Talvez um dia...

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