sexta-feira, 27 de maio de 2011

Comprinhas para Amanda

Semana passada, mandei uma caixa para Amanda com coisinhas pra Scrapbook e roupinhas pra Laís.
Hoje, estou montando outra, com coisinhas pra Scrapbook que achei numa loja e não resisti e coisas para o aniversário da Laís, que é em Outubro. Aproveitei pra comprar potes que vão do freezer ao microondas, pratico pra Amanda levar sopinha quando sair a passeio com a Laís, tem o tamanho certinho pra uma refeição, assim não precisa usar panela pra esquentar.
Postei fotos do que já mandei e dos que to guardando pra mandar mes que vem. Se eu mandar tudo que eu quero, vou ter que fretar um avião! 

ansiosa pra mandar logo 
fitas de tecido auto colantes, super pratico de aplicar
Mini adesivos 3D
Mini adesivos 3D
Mini argolas coloridas
Mini argolas coloridas

Carimbos e selos
Carimbo de silicone
Carimbo carretilha
Carimbo Torre Eiffel
Carimbo de silicone
Lantejoulas - naipe de cartas, passarinhos e Paris
Lantejoulas Paris
Mini argolas, fitas e tags
Tag
Pingente em madeira
Tiras de tecido auto colantes, só recortar e aplicar







segunda-feira, 23 de maio de 2011

Uma foto não pode se esconder atrás de uma mascara

Numa tarde cinzenta, um vidente sentado na calçada, fazia previsões e adivinhava o futuro das pessoas, na maioria deprimidas e inseguras.
Sobre um tapete, haviam varias fotografias espalhadas e minha amiga acabara de escolher uma delas, mentalizando uma pergunta.
"Verdadeiro", disse ele sem olhar para ela. Minha amiga começou a chorar e eu ri, balançando a cabeça não acreditando naquela bobagem.
O homem estendeu as mãos, segurando um leque de fotos, pedindo que eu fizesse uma pergunta.
Pensei em mil coisas engraçadas e por um momento, fiquei seria e mentalizei "harmonia na familia".
Desde que minha mãe e minha avó morreram repentinamente, ano passado, tenho sonhado com elas. Tudo ficou confuso, varias coisas aconteceram, sentia como se minha vida estivesse numa montanha russa, viajando a uma velocidade dificil de controlar.
Nas mãos do vidente, estavam fotografias de familias, e uma me chamou a atenção, a de um senhor em pé, sozinho. "Será que é o dichan? Será que ele quer dizer alguma coisa?", pensei.
Resolvi escolher a fotografia de uma familia num piquenique - pai, mãe, crianças. Mas ao entregar a foto, percebi que não era a que eu havia escolhido. Pedi para rever  todas.
Ao passar os dedos pelas fotografias, vi que eram fotos antigas da minha familia e não mais de desconhecidos, como no começo da consulta. Fotos do meu tio, criança. Fotos de minha mãe, de minha avó. Fotos do Lucas e da Amanda. Fotos antigas e amareladas, que estavam guardadas em uma gaveta, na casa de minha mãe.
Falei para o vidente que aquelas fotos eram minhas e que ele as tinham roubado. Um outro homem chegou com um pacote embrulhado em papel branco e nele estava escrito meu nome. Tive certeza de que eram mais fotos.
 Nesse momento, a policia chegou e o homem se escondeu numa casa abandonada. Ouvi tiros e tudo ficou em silencio...
Andando pela rua, vi um envelope caido no chão e ao me abaixar para pega-lo, uma criança já estava com ele nas mãos. "Pediram para lhe entregar isto". Com as mãos tremulas, tirei do envelope, fotos da Amanda, vestida de noiva, feliz, sorrindo. Fotos da minha familia, unida e feliz.
Chorei, agradecida. Eu tivera minha resposta.

sábado, 14 de maio de 2011

Minha vida dentro de um saco plastico

Terremoto. Tsunami.Desastre Nuclear. Radiação.Um saco plastico de 70X70. 2 horas. Angustia. Tristeza.

Esses elementos dariam um otimo filme, digno de ganhar um Oscar por efeitos especiais, melhor filme, trilha sonora, melhor ator e melhor atriz, etc.
Eu acho que seria um daqueles filmes em que a gente respira aliviada, quando aparece na tela  "The End" e começam a subir aquelas letrinhas que ninguem lê e a tocar aquela musica maravilhosa, que a gente procura depois no Youtube. Aliviada por ser ficção, por ser tudo de mentirinha. Ufa! ainda bem que to no Brasil, morando na minha casinha, com minha familia e meus cachorros, eu diria.
Seria um otimo filme se não fosse real. Tudo aconteceu de verdade: o terremoto, tsunami, usina nuclear semi destruida e eu estou no Japão.

No dia 10 de maio, alguns moradores de Fukushima puderam voltar às suas casas para recolher objetos pessoais.
Vestindo roupas especiais com medidores de radiação, tiveram duas horas para colocar objetos pessoais dentro de um saco plastico, medindo 70X70.
Os itens mais procurados foram fotos e albuns, documentos, inkan, cadernetas bancarias e roupas.
Fico imaginando essas pessoas colocando suas vidas dentro de um saco plastico, andando pelos comodos como estranhos, se lembrando dos momentos felizes vividos ali. Louças deixadas na pia, roupas no varal, no tapete da sala, brinquedos misturados com objetos que cairam da estante ...
Ao ver essa cena, todos estariam chorando - se estivessem numa sala de cinema.
Na vida real, não há tempo para lagrimas. Duas horas para recolher fotos e roupas não deixa muito tempo para lamentações.
Mas por que essas pessoas se preocuparam em recuperar fotos? Nos abrigos, voluntarios e moradores procuram sob os destroços fotos e albuns e dispoem sobre bancadas o que acharam.
Uma casa pode ser reconstruida, um emprego retomado, roupas podem ser compradas, mas momentos não podem ser revividos, aniversarios, nascimentos, casamentos, passeios são momentos unicos.
Uma viagem, um beijo roubado, um sorriso, uma lagrima. O primeiro baile, a formatura. Uma pessoa querida que morreu.
Fotos guardam sentimentos, registros que não se perdem como nossa memoria.
Vamos torcer para que todas essas pessoas possam tirar novas fotos e compor novos albuns. Fotos de reencontros, da nova casa e de muitos, muitos sorrisos.