domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal? Espero que sim

nossa Arvore de Natal

nesses cartões, fizemos nossos pedidos
 Hoje é Natal e antes que termine o dia, quero escrever sobre o MEU Natal.
O meu Natal tinha Papai Noel distribuindo balas em frente ao Anchieta Center. O coreto da praça ficava iluminado e as pessoas sorriam. Pais andavam de mãos dadas com seus filhos em busca do "presente perfeito".
Em um desses Natais, meu dichan nos levou nas Pernambucanas para comprar vestidos novos.
Em outro, ganhamos uma Susi. Outro dia postei a foto dela. Caramba! Ela completou 35 anos! E continua linda!!
gatinho da PAZ, biscoitos da Milla e saquinho de moedas de chocolate
 No meu  Natal, as ruas não tinham carros nem pessoas apressadas. Todos andavam calmamente, procurando um Papai Noel distribuindo balas.
A familia vinha de todos os cantos, viajava horas e horas só pra estar reunida na casa do dichan e comer manju que a bachan fazia.
Meu Natal parou no ano de 1990, quando dichan morreu. Pode parecer injusto para com as outras pessoas, mas a verdade é que o Natal só acontecia por causa dele. Talvez eu o esteja culpando pelo Natal ter morrido com ele, afinal depois da partida dele, as pessoas simplesmente deixaram de se reunir, cada um comemorando a sua maneira, em casas e lugares diferentes.

mini cartões que fiz para escrevermos nossos pedidos
Para mim, o Natal só tem um significado: reunir as pessoas que amamos para reafirmar esse amor, essa amizade.
Moro num país onde essa tradição é puramente um evento comercial. 
Vendedores usam gorros do Papai Noel; lojas capricham na decoração; ruas e estações de trem se iluminam e tudo parece maravilhoso. 
A verdadeira face do Japão está nas fabricas, que não dispensam seus funcionarios.
Beto foi escalado, de ultima hora , para trabalhar na noite do dia 24. Fiquei decepcionada e muito triste. Como nós dois trabalhamos no turno da noite esta semana, fomos dormir depois do almoço - eu, porque estava cansada e ele por ter que ir trabalhar.
Chorei baixinho, pensando "aqui não existe natal mesmo". Beto ouviu e falou que não iria mais, que mandaria avisar o chefe que não trabalharia, afinal foi escalado de ultima hora e queria muito ficar com a gente. Foi um milagre de Natal, porque quem o conhece, sabe que ele não falta NUNCA!
Depois de uma certa epoca, deixei de comemorar datas como o Natal, aniversarios, Dia das Mãe/Pais ...
Preciso urgentemente, desesperadamente recuperar a fé nessas datas. Resgatar a alegria, a emoção que acompanha esses momentos.
Talvez eu esteja deprimida por estar longe do resto da familia e com a chegada dos 40 eu esteja querendo mais da vida. Ou menos, ne? Menos trabalho, menos estresse, menos comida pronta e embalada pra viagem.
O dia está chegando ao fim e amanhã tem trabalho. O sono vem chegando devagar...
Então, desejo nesse restinho de Natal, que em breve todos possamos estar finalmente juntos - como era antigamente.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Meu coração ainda chora!

Fazem dois meses que meus filhotes foram mortos por envenenamento. Eu ainda não me conformei com a morte deles mas não chorava mais.
Depois que vi a atrocidade que uma certa fulana fez com seu cãozinho e que virou noticia nacional, graças a uma denuncia anonima e de um video postado no Youtube, a raiva que não senti no momento em que soube do envenenamento dos meus cachorros, veio duplicada, triplicada, multiplicada! Quando vi o video, fiquei chocada... Após ver novamente, chorei. Chorei pelo cãozinho, chorei pelos meus filhotes (eles já eram adultos, mas para uma mãe, os filhos serão eternas crianças, não é mesmo?). Não sei se Sofia e Nick sentiram a dor que senti (eles eram pais da Sara e do Peto), devem estar sentindo falta dos dois, claro, mas não sei se sentem a dor que  pais sentem ao perder um filho.
Exagero considerar animais de estimação como filhos? Para mim não! Amanda, Lucas, Sofia, Nick, Sara, Peto e Tusha são meus filhos. Lilica também - Lilica é minha coelha de pelucia. Ela foi muito importante na epoca em que cheguei ao Japão pela primeira vez. Amenizou a saudade da Amanda e Lucas. Me fazia companhia e viajou comigo diversas vezes para o Brasil-Japão. Quando Lucas e Amanda vieram nos visitar, Lucas levou Lilica com ele. Ela está em casa, esperando pela minha volta. Sara e Peto não estarão no portão, mas tenho certeza de que eles estão num cantinho do paraíso - se é que existe paraíso - olhando por mim ou correndo pelos campos elíseos atrás de uma borboleta, uma pipa ou uma pomba.
Ontem chorei no chuveiro, lembrando do dia em que os dois fugiram de casa (em dias diferentes) e do momento em que os encontrei. Quando estiver bem velhinha e já caduca, quero ainda poder me lembrar desse dia para contar e recontar essa historia.
Nunca chorei por nenhum ser humano a dor que senti ao perder a Sara e Peto. Eu sofri por muitas perdas, mas a dor e a revolta não foram tão intensas. Chorei e sofri pela agonia que os dois sentiram; pela minha ausencia no momento da despedida; por não estar ao lado deles, segurando suas patinhas e por não poder dizer que tudo ia ficar bem, que eles iam conseguir sobreviver; chorei por eles morrerem pelas mãos de um ser humano insensivel e idiota.
Hoje de manhã, também chorei. Eu sei que um dia, essas lagrimas se transformarão em sorrisos de saudade, mas até lá, me permito chorar e chorar quantas vezes sentir necessidade.


Sara...
Sempre vou me lembrar do seu rebolado e da sua alegria ao comer sua ração. Não vou me esquecer do dia em que encontramos voce, encolhidinha embaixo de uma arvore, com medo e machucada e do seu alivio por levarmos voce de volta pra casa.
Petinho...
Nunca vou me esquecer do dia em que voce colocou seu focinho no meu colo e ficou me olhando, me consolando. Não vou me esquecer do dia em que te achei, de voce correndo atrás de mim e da nossa festa no meio da rua.



sábado, 17 de dezembro de 2011

Se o barquinho virar...



E eu deixo o barquinho me levar.
Azul, quando estou feliz.
Amarelo, quando quero solidão.
Vermelho... ah! o vermelho é um perigo, a paixão joga os remos na agua e não tem pressa de voltar.
Barquinho verde é o meu preferido, é onde posso ser eu mesma, pena que ele raramente me leva para passear.