domingo, 5 de fevereiro de 2012

Vaso ruim não quebra?

Se vai doer a alma ou se vai ser bom, eu não sei. Já que não tem jeito, deixa acontecer.
Se quebrar, a gente cola.
A pedra mais preciosa do mundo não vale nada se não for quebrada e lapidada...
Acho que nos tornamos pessoas melhores quando levamos um tombo. Nos faz ir mais devagar e a prestar atenção nos buracos do caminho. Mas isso depende muito da pessoa machucada; algumas se trancam em casa com medo, outras juntam os cacos e continuam.
Eu sou feita de adamantium, como as garras do Wolverine e ambos parecemos indestrutiveis e talvez sejamos mesmo, exceto por uma coisa: nosso corpo e nossa mente são protegidos por essa liga metálica mas nossos corações são feitos de cristal, não por ser valioso mas por ser frágil. Ops! e somos baixinhos.
O que?? aquele brutamontes rude e ranzinza, frágil?
Se você leu a saga nos quadrinhos ou viu o filme - interpretado pelo Hugh Jackman - , vai entender.




Não queria fugir do tema, mas sou feita de carne e ossos - mais osso que carne :( - e não poderia deixar de comentar QUE HOMEM É ESSE??  (suspiros...)

Outro dia escrevi no Facebook que quando fico brava de verdade, o diabo fecha as portas e janelas do inferno, com medo de sobrar pra ele. Falo e faço coisas que chegam a magoar, sei que talvez eu lute por pessoas e causas erradas, mas não consigo evitar...
Nem sei quantas vezes quebrei a cara defendendo as pessoas e me pergunto onde essas pessoas estão hoje? Espalhadas pelo mundo, vivendo longe das minhas asas protetoras.
Mazinho sempre  diz que sou um caquinho de vidro. Sou um prisma, que quando reflete a luz, irradia luzes coloridas, maravilhando ou cegando. Tudo em mim é intenso. Raiva, paixões, alegria. 
imagem web
Me conte uma piada e eu rirei até fazer xixi na calça. Me magoe e eu chorarei um oceano. Me enfureça e enfrente uma tormenta. Me ame e... bem, não sei se corresponderei, porque amor eu só tenho pra um. Já houve espaço para muitos, numa epoca em que eu experimentava brincar de amor. Eu tinha treze anos e achava que o amor era feito de sete cores e doce como um bombom. Guardei até hoje a embalagem daquele bombom (já contei a historia, nem me perguntem quando foi, porque não lembro nem se tomei banho ontem, quem dera lembrar o dia dessa postagem, hahahahaha).
Mazinho me mostrou que o amor é feito de elefantes rosas - não adianta que essa eu não conto nem sob tortura. 
Do que a gente tava falando mesmo? Ah, sim. Wolverine. Não? 
Relacionamentos são complicados. Pais e filhos; casais; parentes; chefe e subalterno; homens e animais. Mas nenhum é tão complicado quanto amigos.
Marido e mulher fazem as pazes quando prevalece o amor. Pais perdoam os filhos porque são filhos e filhos passam a entender os pais quando se tornam pais. Homens são ingratos e trocam de animal de estimação quando enjoam e os bichinhos continuam a ama-los incondicionalmente. Brigou com o chefe? Troque de emprego.
Amigos são... complicados. Uma parte de mim foi estraçalhada e até hoje tento colar os caquinhos. Prisma  pode ser consertado mas jamais refletirá a mesma luz. Pedi para não fazerem velório, pois tenho medo de não haverem mãos suficientes para carregar meu caixão. Pedi para ser cremada, pois tenho medo de ninguém ir me visitar no Finados.
Estou sendo injusta, sei que muitas pessoas gostam de mim, mas tenho tanto medo! Passei muito tempo com medo de amar o Mazinho, com receio de perde-lo assim que falasse Eu Te Amo. Perdi muito tempo... Hoje, superei essa fase e falo com todas as letras e em todos os idiomas deste planeta e se há vida extraterrestre, com certeza falarei em ETnês.
Agora estou tentando superar o medo de ter um milhão de amigos e nem saber sequer o nome deles.



2 comentários:

  1. Claudia, hoje é segunda.
    Meu cérebro não raciocina direito.
    Sua Postagem fala de coisas serias, profundas.
    Depois eu volto rs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oie.
      Hoje é Terça e meu cérebro começa a funcionar.
      Bom, você citou varias coisas no seu post.
      Vamos falar sobre amizade, defender pessoas.
      Eu sempre defendi também aqueles que eu julgava que precisavam. Tomava as dores, me envolvia demais.
      Com o tempo tudo se resolvia e quando percebia, em diversas vezes, a pessoa a qual ajudei, estava falando mal de mim.
      Não ligava, apesar da profunda magoa, mas o tempo passava e eu voltava a fazer novamente.
      Hoje, estou estagnado.
      Passei por duas situações complicadas e sinceramente não sei se desta vez vou conseguir agir da mesma forma que antes.
      Como você escreveu, as vezes um tombo é necessário, quebrar, para se renovar.
      Depois de anos caindo e levantando, pela primeira vez me pergunto seriamente ate que ponto devemos nos envolver numa situação alheia.
      Ainda não tenho a resposta....
      Beijos

      Excluir