domingo, 18 de março de 2012

Aniversário da Laís - parte II

Antes que a Laís complete 2 anos, vou postar as fotos da decoração da festa. Estava esperando as 'fotos oficiais', mas como está demorando muito, vou usar as fotos 'roubadas' da minha prima.
TODA a decoração foi feita pela Amanda e a Katia (minha irmã). É... a família toda adora um artesanato.
Vamos lá, então?
Amanda e Laís












Fiquei muuuito orgulhosa da minha filhota! Sei que ela trabalhou muito para que tudo saísse perfeito, passou noites e noites preparando e organizando todos os detalhes. Parabéns pra ela e pra Katia! 
Só fiquei triste por não poder estar lá...
Mas, como disse Richard Bach, no livro Longe é um lugar que não existe "Podem os quilômetros separar-nos realmente dos amigos? Se quer estar com Rae, já não está lá?"
Eu estou lá, com elas. Dentro do coração, todos os dias.




Porta-chaves I - Passo a passo

As chaves ficam num pote de ceramica, em cima da sapateira, na entrada do apartamento. Chave de casa, do carro, da bicicleta, chaves reservas - uma bagunça! Queria uma coisa mais organizada e que fosse fácil de pegar a chave certa, quando estivéssemos com pressa ou no caso de terremoto.
Casa de madeira
Tiras de tecido auto-colantes
Adesivos de tecido

A estampa do tecido auto-colante foi escolha do Beto

Reirar as portas para a colagem

Como a tira de tecido é estreita, colei em duas etapas

Com a ajuda de um estilete de corte circular e do marido (rs), cortei o excesso  



Depois de revestida a parede, recolocar as portas e colar o beiral do telhado.

Colei os adesivos em papel cartão para dar firmeza, recortei e colei com fita banana. A fita  da porta também é de tecido.

Casinha pronta!
Coloquei as chaves da bicicleta e as chaves reserva, ficando no pote de ceramica, só as chaves 'importantes'.


quarta-feira, 7 de março de 2012

Muito prazer, meu nome é... como é meu nome, mesmo?

Lendo a coluna da Lilian, na revista Alternativa desta quinzena, me fiz a pergunta "qual é o meu nome?".

Reproduzo uma parte do texto:
No momento de registro de uma criança estrangeira na escola pública japonesa, três informações são fundamentais. O endereço, para definir a escola a ser frequentada; a idade, para saber a série; e por último, o que será feito com o nome. A pergunta geralmente é formulada assim, "O que vamos fazer com o nome?" Deixando de lado qual a intenção, fica implícito para um recém-chegado que algo precisa ser feito e, no caso dos brasileiros, o nome é extenso demais para o espaço disponível. E o nome parece não ter tanta importância vendo a situação atual das crianças. Só é curioso que na hora de controle dos estrangeiros como no cartão de registro, espaço nunca é problema.
Me apresento no blog assim, " Nasci Cláudia Hirashima e após me apaixonar, me tornei uma Dias" . Até chegar ao Japão, sempre fui Cláudia, só Cláudia. Algumas vezes com variações para Cráudia ou Claúdia - que eu odiava - e Clau ou Claudinha.
Ao fazer o registro na prefeitura , virei Diássu Kuraudjia Hirashima. Eu nunca gostei do meu nome, porque o significado dele não é muito bonito. Li certa vez - o que me traumatizou - que Cláudia é feminino de Cláudio, o coxo; claudicar. Claudicar é mancar. Mas transformar em Kuraudjia??? Nada poderia ser pior.
Na primeira fábrica eu e meu marido eramos Hirashima san e Roberuto. Na segunda, virei Diássu okaasan, porque Amanda era Diássu san ou Amanda (foi um nome bem escolhido, hein? rs). Mas nesta última, entrei em choque: teria que optar por um só sobrenome - Hirashima ou Dias. A fábrica alegou que no cartão de identificação só poderia conter nome e um sobrenome. Com dor no coração, escolhi Hirashima. Foi muito difícil encarar o olhar de desapontamento do meu marido. Pensei "no Orkut, Facebook e blog sou Claudia Hirashima, pois apesar de ter me tornado uma Dias, na essência continuo sendo uma Hirashima"
Na prefeitura, ao fazer a alteração, Beto falou para a atendente "eu não tô valendo mais nada, agora só falta separar...". Por isso eu o amo tanto, como  ele consegue achar graça nesse tipo de coisa?
Pronto! Fábrica, prefeitura e banco só existem Cláudia Hirashima. Passaporte, intocado.
A Lilian, da Alternativa, abre a coluna perguntando O que um nome representa?
Para mim, o nome é só um nome, o que realmente importa é a pessoa que carrega o crachá. Cláudia, Diássu, Hirashima, Clau, até o odiável Claúdia é só uma forma de me chamarem, eu continuarei sendo a mesma pessoa.
Depois dessa bagunça toda, nem me importarei mais em brigar com a Telefônica e companhias de energia elétrica e água para consertarem meu nome nas contas.
Ela levantou uma questão que para nós estrangeiros, pode parecer estranho no início, mas acabamos nos adaptando, afinal não aprendemos a comer com palitinhos?